segunda-feira, 4 de novembro de 2013

E quando a ressaca é de amor?

Tche tu já tinha sumido da minha vida!! Eu já tinha me acostumado com a tua ausência, e me acostumado ao fato de tu só vir me procurar por conveniência. Eu já tava ciente que tu ia embora, tanto da cidade como da minha vida. Mas mulher é fogo né. E eu sou bicho burro! Muito burro! Tao burro que fui te procurar. E te procurando descobri logo o que me faria a pessoa talvez mais feliz do mundo: tu não ia embora, nem da cidade nem da minha vida, por que tu ia voltar. MAS QUE MERDA! Logo agora que eu achei que podia ir viver minha vida, que ia parar de pensar em ti, e principalmente parar de comparar os guris com quem me relaciono contigo (e perceber que nenhum era suficientemente bom pra ocupar teu lugar). Toda minha perspectiva de futuro se esvaia em: “eu volto daqui uns dias”. E agora? Como esquecer todas as coisas que tu já tinha feito, a começar pelas que tu nunca nem fez? Como ocupar as noites de agonia e de ansiedade em te rever? Eu tava louca de saudade! Louca de saudade de ir pra cama contigo. Louca de saudade de ficar falando besteira contigo. E olha que (infelizmente?) nosso “relacionamento” se reduzia a sexo apenas (e se só sendo sexo já é assim, não quero nem pensar se envolvesse outros sentimentos, das duas partes).
Enfim. Tu ia voltar. E meu pensamento, BURRO, já começou a imaginar mil planos pro nosso reencontro. E meu coração, BURRO, já começou a arquitetar sentimentos de que talvez tu fosse começar a gostar de mim da maneira que te gosto, que talvez tu visse o valor que eu tenho pra ti e que quem sabe até poderíamos começar a namorar. Mas não. Nosso encontro não foi um mar de rosas. Não foi um jantar a luz de velas. Não foi nem um prêmio de sorteio para uma noite no motel mais chique da cidade. Foi lindo, mas foi cruel. Foi lindo por que te ver correr atrás de mim, em meio a confusão que eu me meti, era merecedora de uma cena de novela. E foi cruel por que as palavras que tu me trocou no dia seguinte superaram a qualquer ato ruim que já tenham feito a crianças ou animais. Eu me recuperei no dia seguinte a uma festa open bar com uma dor forte e a sensação de não ter o chão embaixo dos pés. E a dor não era de cabeça, tao menos a sensação de não ter o chão devido a náusea. Eu tava com dor no peito, no coração pra ser mais exata. Era ressaca, mas ressaca de amor!
E como pode amor e ódio serem tao ligados? Como pode o mesmo amor que constrói o início e fantasia histórias lindas relembrando as cenas vividas, bater com a realidade dura e fria na sua cara e destruir com tudo que tudo que havia sido feito? E já fazem 2 dias que essa ressaca dura. Eu não tava preparada pro fim. Entende? Eu não tava preparada pra chorar esse oceano Atlântico que eu já chorei. Mas aquele era o fim. E não o “nosso fim”, mas sim o MEU FIM. O meu fim em acreditar que tu ia mudar, o meu fim em fantasiar possíveis recomeços contigo, o meu fim em me iludir com a tua presença e os teus “sinais”, o meu fim de te querer, até pra sexo, o meu fim pro amor que eu construí por ti. E por ser o fim do amor era triste, por que a crueldade não está na raiva e no ódio. E sim na indiferença. Indiferença essa que tu já mais do que demonstrou por mim. E que agora eu vou começar a demonstrar por ti.

Não vou me iludir com fatos nem enumerar promessas. Pode ser que um dia a gente retorne a se encontrar. Quem sabe? Mas por agora não. Por fim, este é o meu fim pra ti.

sábado, 31 de agosto de 2013

1º dia do fim

  É ruim pensar no fim. No que ficou e não foi. Do que foi e não ficou. Achei que esse dia nunca chegaria, mas chegou. E me pego aqui inconformada, perdida, num misto de sentimentos que eu nunca vou saber explicar. Tentei negar, tentei omitir, mas não deu, meu bem. O o que eu faço agora? 
  O dia do fim chegou e com ele veio toda a tristeza que eu evitei pensar. Agora não adianta querer tentar voltar atrás, ver onde errou e de quem era a culpa, nem tentar fantasiar uma outra versão. O fim chegou e com ele chegou a dor, o medo, a saudade. Chegou a certeza de que tudo que eu fingi ser mentira esse tempo todo escorreu pelo ralo, e eu não posso abrir a tampa e puxar com a mão. Chegou tua ausência e tua lembrança, e se passou um filme na minha cabeça. Um filme sem mocinho sem bandido, sem início meio e fim. Chegou teu cheiro no cobertor, o calor do olhar e o gosto do beijo. Chegou a insegurança, a indiferença e a raiva. Chegou as manhãs que eu acordava chorando e as noites que íamos dormir juntos. Chegou uma vida toda resumida em 2 segundos: o teu olhar sobre mim e o meu olhar sobre você.
  Mas o fim chegou. E a dor também. A dor de não te ter por perto, de não ter o controle (que eu nunca tive, mas podia ter) sobre você, a dor de não ter ver no canto do boteco com o copo de cerveja na mão, de não te ver sentado embaixo das árvores no campus na folga do almoço, de não acordar e ver teu rosto sereno dormindo tranquilo. É uma dor tão forte que não desejaria nem ao meu pior inimigo, é como se eu nunca mais pudesse ser feliz novamente, como se essa vida toda que se passou nesses últimos anos não serviram de nada, como se eu pudesse vomitar meu coração e continuaria doendo. 
  Hoje no primeiro dia do fim me vesti de luto. Escutei músicas tristes, li textos de coração partido. Hoje no primeiro dia do fim a realidade me caiu a cabeça e aceitei o fim. E li que para melhorar a dor era necessário escrever. Então eu vou escrever, sobre eu, sobre você. Sobre o "nós" que nunca existiu. Mas sobre esse coração que nunca foi de ninguém e hoje é teu...até que o jardim floresça de novo. Por que depois das tempestades e do cinza do inverno, chega a primavera com sua calmaria.
  E que assim seja.

quarta-feira, 10 de julho de 2013

quase

Eu quase consigo te superar. Com algumas risadas aqui, umas festas ali, outras conversas engraçadas com amigos e ouvindo músicas aleatórias. Quase consigo te superar, me dedicando um pouco no trabalho, me divertindo com jogos no computador, interagindo com desconhecidos. Mas aí tu surge na minha memória (e na minha frente) e puff! Esculhamba tudo de novo. Surge sem avisar quando vai embora.
Eu quase consigo te superar. Quase...

quinta-feira, 27 de junho de 2013

1º de julho

E não só por que é o meu aniversário....

"Sou fera, sou bicho, sou anjo e sou mulher
Sou minha mãe e minha filha,
Minha irmã, minha menina
Mas sou minha, só minha e não de quem quiser
Sou Deus, tua deusa, meu amor"

sexta-feira, 21 de junho de 2013

sobre a hora de mudar

Sabe o que tem de mais excitante na vida? É que a qualquer hora, em qualquer ponto que nos encontremos podemos parar tudo que estamos fazendo e reiniciar. E mesmo quando não começamos nada novo, podemos melhorar e aperfeiçoar aquilo que já vinhamos fazendo. Quando dizem que a vida não é um jogo, pra mim soa como mentira. A vida tem fases, tem níveis, e só está apto para ganhar esse jogo quem passa por tudo isso sem enlouquecer. O erro das pessoas está geralmente no fato que elas pensam que para mudar elas devem começar tudo do zero: ir para um lugar novo, conhecer pessoas diferentes. Mas se elas soubessem que ajudaria muito esse novo recomeço se elas tentassem se conhecer. 
Hoje eu decidir  mudar meu patamar. E eu não preciso ir pra festa, sair na noite, tentar conhecer gente nova. Por que o que eu preciso agora para subir de nível é algo que eu já tenho: minha família, meus amigos e a profissão que eu escolhi pra vida. E tem como sermos mais felizes do que quando temos tudo aquilo que queremos?

domingo, 9 de junho de 2013

coração é muito louco

Aí tu vai numa festa, e encontra o cara que te fez passar um turbilhão de coisas, que mexeu contigo de todos os jeitos possíveis. Te levou ao céu e te fez conhecer o inferno. E pela primeira vez, pela primeira vez na vida, ele se torna indiferente. Tu passa por ele nessa festa e simplesmente a presença dele ali não te faz sentir mais nada. Tu nem quer dar um tapa na cara dele por ter sido um imbecil contigo o tempo todo, nem se agarrar no pescoço dele e encher de beijos dizendo que ele foi a coisa mais importante que poderia ter te acontecido.
E apesar de Deus finalmente ter te concedido as suplicas de superar aquele velho amor, eu me senti triste. Triste em ver que toda adrenalina dos últimos anos tinham finalmente acabado. Triste em saber que perdeu o amor por quem se amava. Triste em ver que meu coração estava finalmente aberto pra outra pessoa. E que eu poderia viver tudo aquilo de novo, finalmente conhecer pessoas novas sem medo. Enfim, triste.
Esse coração é muito louco não é? Como explicar pra si mesmo a tristeza e a felicidade que se tem numa situação dessas? Como nao enlouquecer nesses momentos?

sábado, 8 de junho de 2013

let there be love...

...come on, baby blue
Shake up your tired eyes
The world is waiting for you
May all your dreaming fill the empty sky
But if it makes you happy
Keep on clapping
Just remember I'll be by your side
And if you don't let go
It's going to pass you by

let there be love
let there be love...